Parece que agora a coisa vai. Há muito tempo se discute o calendário do futebol brasileiro.
O sistema de pontos corridos foi aprovado por unanimidade em 2002, pelo Grupo de Trabalho Especial (GTE), criado pelo Ministério dos Esportes, para elaborar o Estatuto do Torcedor. No estatuto, foi incluída a exigência de se fazer um campeonato em que todos os clubes soubessem contra quem iam jogar do ínicio ao fim do campeonato, garantindo atividade e receita ordinária.
O sistema de pontos corridos era o único que atendia esta condição. Mesmo assim, convidado pelo GTE, tive que fazer uma apresentação ao grupo, confrontando os sistemas eliminatório x pontos corridos, suas vantagens e desvantagens.
O grupo era formado por representantes de vários segmentos do esporte (CBF, Clube dos 13, COB, TV Globo, atletas, técnicos, árbitros, etc.
Também foi aprovada, na época, a mudança das férias para o meio do ano, o que não foi implantado até hoje.
Além do exôdo dos jogadores brasileiros no meio do ano, onde os clubes europeus estão montando suas equipes (a janela de contratações do final do ano, serve apenas para reposição de uma posição ou outra, com menor fluxo de saídas de jogadores), todo meio de ano, temos competições envolvendo seleções brasileiras (Copa do Mundo, Copa das Confederações, Copa América, Olímpiadas), atraindo a atenção do torcedor-consumidor, consequetemente da mídia e dos anunciantes.
Hoje o Diário Lance! publica nossa entrevista (anexa), onde apresentamos uma solução para a adoção do novo calendário.
Fiquem à vontade para discutir o tema, concordando ou não com a mudança.
