Esta semana Ricardo Teixeira e a comitiva da FIFA estão girando o Brasil para apresentar as cidades candidatas a sediar a Copa do Mundo de 2014 que acontecerá em terras tupiniquins. Das 12 cidades que serão escolhidas para abrigar os jogos, 8 estão praticamente certas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Salvador, Coritiba e Fortaleza. As outras 4 vagas estão em disputa (ferrenha).
Nos bastidores é praticamente certo que teremos a “Sede Amazônica” e a “Sede Pantaneira”. Manaus está praticamente garantida, caso haja mesmo a sede amazônica. Campo Grande e Cuiabá estão em pé de guerra pela disputa da “Sede Pantaneira”.
Informações indicam que serão gastos R$ 350 milhões em Cuiabá para a construção da arena. O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, tentará uma parceria público-privada mas admite que, caso não seja possível, estará disposto a arcar com a construção da arena.
O problema de termos sedes temáticas, como a amazônica e a pantaneira é que não se sabe o que será feito depois de 2014 com as arenas. Não existe um pólo futebolístico em nenhuma destas regiões e, a não ser que comecemos um projeto sério de desenvolvimento esportivo, estaremos parindo verdadeiros elefantes brancos.
Se olharmos, ainda, para 2007, com as obras do PAN que não serviram para quase nada (O Engenhão não pode abrigar clássicos a pedido da PM carioca e o complexo aquático não servirá, por exemplo, para as possíveis Olimpíadas de 2016 – que, aliás, é um absurdo, mas isso é tema para outro tópico deste blog), ficaremos com frio na barriga. Aos elefantes de Manaus e Cuiabá podem se juntar outros inúmeros estádios e centros de treinamentos que serão construídos com o meu, seu (nosso) suado dinheiro.
A oportunidade, embora bem controversa, está aí. Um mercado enorme se abre. Regiões ainda sem expressão no futebol brasileiro poderão surgir. Basta ver quem vai saber surfar a onda certa: Desenvolvimento do esporte brasileiro ou das manadas?