Oi, pessoal. Andei sumida. Como vocês devem ter acompanhado, tivemos em julho o Mundial dos Esportes Aquáticos de Roma e, como sempre, trabalhei demais da conta (antes, durante e depois!). Pelo menos foi por uma boa causa. O Brasil deu um show de verdade e deixou o mundo de boca aberta. Nossas medalhas encantaram, mas nossos recordes e nosso número de finalistas também (24 contando os cinco esportes).
Coloquei tudo no portal da CBDA. Quem quiser saber mais é só entrar por lá
http://www.cbda.org.br/especiais/roma2009/
Este foi o meu 11º Mundial da FINA (contando o que reúne os cinco esportes e o de curta - só de natação em 25 metros) e, sei lá, deve ser o 30º evento da Federação Internacional de Natação em que participo, sem contar os em que trabalhei como organizadora do setor de imprensa. Tanta estrada acabou me levando pra o Comitê de Imprensa da FINA, fui eleita em Roma para a primeira gestão com o grupo deste ano até 2013.
A Federação Internacional de Natação é uma entidade mais que centenária e, claro, muito tradicional. Como organiza um dos esportes carros-chefes dos Jogos Olímpicos – a natação – tem muita importância e influência no Comitê Olímpico Internacional. A FINA toma conta das maratonas aquáticas, do nado sincronizado, do polo aquático e dos saltos ornamentais.
Este Mundial das cinco modalidades tem números espantosos. Em Roma foram 184 países e mais de 2.500 atletas. Na área de imprensa, mais de 1500 jornalistas credenciados. Em minha opinião, quando o assunto é informação o grande desafio destas grandes entidades esportivas internacionais é combinar a agilidade exigida pelos tempos atuais na tomada de decisões e a consequente divulgação delas, com os cuidados necessários a um “organismo gigante”.
Um exemplo concreto foi a questão mais polêmica de Roma: os trajes ultra modernos de natação. Desde os Jogos de Pequim o mundo se pergunta se o nadador tinha virado o “piloto” do maiô ...ou o contrário! E até que ponto tudo não passava de jogada de marketing ou se realmente as marcas dos atletas mudavam drasticamente, e se os recordes eram válidos, e se, e se, e se... uma enorme confusão mundial se armou em torno do assunto por meses a fio.
Quase um ano passou até que durante o Mundial de Roma, o Comitê Executivo da FINA, começassem a “clarear” as coisas. Não está fácil desfazer este nó, pois se esperou tempo demais para os tempos modernos. Agora novas regras entram em vigor a partir de 1º de janeiro do ano que vem. Neste ínterim, cientistas dos cinco continentes estão definindo e pondo em palavras o conceito de “têxtil” para que não reste dúvida, pois os nadadores só poderão competir com roupas de material têxtil e de bermudas, para os homens, e “macaquinho” para as mulheres.
Seja como for, esperamos que tenha ficado a lição e que não se espere mais tanto tempo entre os rumores, a tomada de providências e a divulgação delas.