Cada vez mais, o esporte exige dos atletas preparo físico e psicológico para atingir seus objetivos.
Porém em um país em que a baixa renda, aliada a ausência de ensino adequado e péssimas condições de vida podem arruinar a carreira de um futuro atleta.
No início deste ano vejo entre as grandes contratações do São Paulo, o zagueiro Renato Silva. Mas antes de atuar pelo hexacampeão brasileiro o atleta teve um triste caso de doping.
Em 2005, Renato Silva desembarcou na Gávea, onde defendeu as cores do Flamengo por duas temporadas. O atleta, segundo diversas fontes do clube, apresentava problemas com alcoolismo.
No início de 2007, resolveu trocar o Rubro-negro pelo Fluminense, onde aconteceu um fato negativo marcou sua carreira. No dia 28 de janeiro, na partida entre o Tricolor carioca e o Volta Redonda, pela Taça Guanabara do Estadual do Rio, o zagueiro foi pego no exame antidoping, onde foi constatado traços de maconha em seu organismo.
Após a confirmação do resultado positivo na contraprova, divulgado em março, o Fluminense rescindiu o contrato Com Renato Silva. No dia 12 de abril, o atleta foi julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD/RJ) e acabou condenado a 120 dias de suspensão. No dia 17 de maio, o Pleno do Tribunal carioca reduziu a pena para 60 dias, sob condição de prestar serviços à comunidade. Nesse intervalo, o técnico Cuca, então no Botafogo, pediu sua contratação, o que acabou acontecendo. O jogador atuou em mais de 100 partidas pelo time da Estrela Solitária.
Segundo seu relato, mais do que o afastamento do esporte, a pena de prestação de serviços fez repensar diversos conceitos que o ajudaram a afastar dos vícios que poderiam encerrar sua carreira.
Portanto, o que vcs pensam: o atleta é o único culpado pelos casos de doping? Os tratamentos, seja médico ou psicológico, são adequados a realidade de nossa população? Qual melhor penalidade para esses atletas, re-socializá-los ou jogá-los ao limbo afastando do esporte?