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Naming Rights

Grupo para discutir um pouco sobre esta ferramenta do marketing esportivo que começa a dar as caras no Brasil, devido a construção/reforma de vários estádios no país visando a Copa de 2014.

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Edwin Nicolaas Asberg

Cases no Brasil 2 respostas 

Iniciado por Edwin Nicolaas Asberg. Última resposta de Marcus V. B. de Almeida 7. Mar, 2009.

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Bruno Mendes Comentário de Bruno Mendes em 4 março 2009 às 9:49
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=12407



TERÇA-FEIRA, 3 DE MARÇO DE 2009 - 19h12

Banco veta naming right para Yankees

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Nem mesmo uma das maiores franquias do esporte norte-americano conseguiu fazer o Bank of America investir pesado no setor. Ameaçado de uma nacionalização pelo governo de Barack Obama, a instituição financeira desistiu oficialmente da possibilidade de adquirir os naming rights do novo estádio do New York Yankees.

"Nós podemos confirmar que em janeiro nós concluímos a nossa negociação com eles, e estávamos bem perto de acertar. Estamos falando de uma parceria única, mas tempos sem precedentes como esses exigem decisões difíceis", disse Joe Goode, porta-voz do Bank of America.

Segundo o "Sports Business Journal", o acordo entre a instituição e a franquia mais poderola da Major League Baseball (MLB) seria o maior do tipo. Atualmente, New York Mets e New Jersey Nets possuem parcerias com Citibank e Barclays, respectivamente, ambos por US$ 20 milhões (R$ 48,8 mi).
Bruno Mendes Comentário de Bruno Mendes em 16 fevereiro 2009 às 9:38
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=12275

QUINTA-FEIRA, 12 DE FEVEREIRO DE 2009 - 18h09

Kia terá naming right da Copa do Brasil

GUSTAVO FRANCESCHINI
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

A Copa do Brasil terá, pela primeira vez em sua história, um patrocinador com os naming rights do torneio. A Traffic, que comercializa a competição, acertou com a Kia Motors, que vai, a partir de 2009, inserir seu nome no título do principal torneio de clubes mata-mata do país.

"Nós pensamos nesse modelo e conseguimos a aprovação da Confederação Brasileira de Futebol [CBF], e aí fomos ao mercado e conseguimos êxito com a Kia", disse Eduardo Barrieu, diretor comercial e de marketing da Traffic, que coordenou o processo.

Além da montadora, que aproveitará o potencial regional da Copa do Brasil para promover suas concessionárias pelo país, outras cinco empresas renovaram a parceria. Visa, Embratel, Rodobens, 51 e Vipal vão manter o apoio à competição, com as duas primeiras como principais e as demais como secundárias.

As ações de ativação no gramado vão envolver, principalmente, a implantação de um tapete no centro no gramado e publicidade inflável e nos corners, além de ações antes e no intervalo das partidas. Regionalmente, o marketing de relacionamento também deve ser bem explorado. A Kia, por exemplo, deve distribuir ingressos para as suas concessionárias e, consequentemente, para os clientes.

O sucesso de vendas tem a ver com a resposta que a Traffic obteve do mercado no ano passado. Segundo Barrieu, uma pesquisa encomendada à Informídia analisou as patrocinadoras em 15 dos 128 jogos disputados, e percebeu um retorno de 14 vezes mais que o valor investido.

Será, no entanto, apenas a segunda experiência do tipo na história do futebol brasileiro. Em 2002, a Visa nomeou o Campeonato Brasileiro, mas desistiu do negócio já no ano seguinte. Um dos principais motivos para a rejeição, a recusa da Globo em citar o nome dos patrocinadores, não deve ser um empecilho desta vez.

"Ela é a nossa principal parceira de TV, mas não tem o poder de intervir nas negociações. Eles não falam porque é uma postura deles, mas o que está na arena vai para o ar. Acho que o mercado agora está muito mais preparado para isso", disse Barrieu.

No ano passado, a Globo vetou uma proposta do Banco do Brasil, que pretendia nomear os três próximos Campeonatos Brasileiros. Responsável pela comercialização do evento, a emissora usou o seu direito de recusa por ter o Itaú como cotista de sua programação. Como não participa do processo em relação à Copa do Brasil, a rede carioca terá de aceitar a novidade da Kia.

"Nós já passamos por esse conflito antes. Nós já tivemos a Marabrás como parceira, enquanto as Casas Bahia é que apoiam a Globo. Não existe problema nenhum", disse Barrieu, ressaltando que a Volkswagen é patrocinador do futebol na emissora.
Edwin Nicolaas Asberg Comentário de Edwin Nicolaas Asberg em 2 fevereiro 2009 às 20:22
Felipe,
no caso do Grêmio, se a entidade quer mesmo vender o nome do estádio para um empresa acho que a estratégia de pré-batizar a instalação de GRÊMIO ARENA está equivocada.
Os torcedores vão estar acostumados a chamar o estádio de GRÊMIO ARENA e depois vai ser dificil rebatizá-la com outro nome, ainda mais de uma empresa (há um certo receio das pessoas com a publicidade e propaganda que as julgam ser "excessiva").
Se não me engano o mesmo aconteceu com o Atlético. Os dirigentes já chamavam de ARENA DA BAIXADA o estádio. Aí quando ela virou a KYOCERA ARENA quase ninguém a chamou assim. Seriam necessárias grandes ações paralelas para ativar este patrocínio. E isto significa gastar mais dinheiro.
Abraços...
Paulo Farias Comentário de Paulo Farias em 2 fevereiro 2009 às 20:03
Olá pessoal,


Esse tipo de prática é bastante comum no Brasil sim, uma pena que não seja no âmbito esportivo.
Aqui no Rio de Janeiro por exemplo tem uma casa de espetáculos que já foi chamada de ATL Hall, Claro Hall, Citibank Hall etc...
Não sei se reformas estruturais que visam dar mais conforto ao consumidor foram de fato realizadas com a mudança de gestão da casa, mas com certeza é uma "jogada" de marketing que traz bastante retorno institucional ao seus patrocinadores, já que agregam a sua marca a um produto cultural muitas vezes de qualidade.

Na área esportiva com vocês sabem ainda estamos engatinhando, a bem pouco tempo atrás a prefeitura do Rio "cedeu" a arena do Pan para o HSBC, que pelo que eu sei só fez até hoje meia dúzia de shows do Roberto Carlos.

Deveriam estipular alguma contrapartida esportiva e social para este tipo de contrato, não acham??

Abraços a todos.
Felipe Cardoso Barbosa Comentário de Felipe Cardoso Barbosa em 19 janeiro 2009 às 3:51
Bom, o estadio do Atletico-PR nao era chamado de Kyocera Arena nem pelos meio de comunicacao!! A solucao do time americano, me parece ser mais adequada a realidade do torcedor brasileiro... eu vejo nossos torcedores mais parecidos com o italiano e espanhol. Dos grandes clubes desses paises, nao me vem no momento nenhum estadio com o nome de uma empresa.

Nem tudo pode ser como eh fora daqui. Algumas caracteristicas da cultura do torcedor devem ser mantidas. O Gremio ira construir sua arena... por enquanto o nome eh GREMIO ARENA. Nao sei se vai ter o nome de alguma empresa depois. Mas eu tenho CERTEZA que os torcedores a chamarao de Gremio Arena... e nao EMPRESA ARENA.

A Kyocera terminou com a parceria com o Atletico-PR. O proximo parceiro, ira por seu nome no estadio que eh conhecido por todos como Arena da Baixada?
Bruno Mendes Comentário de Bruno Mendes em 7 janeiro 2009 às 9:08
http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=11871

Corinthians e LusoArenas selam parceria

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Colocado à margem dos planos do Corinthians nos últimos anos, o Estádio Alfredo Schürig, a Fazendinha, será transformado em uma arena multiuso. O clube uma anunciou parceria, que será oficializada na próxima quinta-feira, com a LusoArenas para um plano completo de reforma e gestão do local.

Pelo contrato, a multinacional portuguesa será a responsável por angariar recursos financeiros para as obras, que devem ser iniciadas na segunda semana de janeiro. O clube contará ainda com a ajuda da empresa para a definição do projeto mais adequado de reforma, escolha da construtora para as obras e, posteriormente, na gestão comercial do estádio.

"O principal objetivo é ser um verdadeiro parceiro do clube, disponibilizando nossa experiência e a de nossos associados exclusivos para o Brasil para assegurar que o Corinthians tome as decisões mais vantajosas a respeito do projeto, além da escolha correta da solução financeira, eleição da construtora ideal para a realização dos trabalhos e futura gestão do estádio", afirmou Antônio Espírito Santo Bustorff, presidente da empresa.

Além de abrigar as partidas corintianas durante a reforma do Estádio do Pacaembu, a Fazendinha será modernizada para se tornar mais uma fonte de renda para o clube, com a realização de shows e eventos.

"A tendência mundial dos estádios é que eles se tornem arenas multiuso. Com a Fazendinha, não faremos diferente. O estádio será preparado para receber, além de jogos de futebol, shows periodicamente. Isso o tornaria uma fonte rentável para o clube", disse Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians.
Bruno Mendes Comentário de Bruno Mendes em 6 janeiro 2009 às 13:26
http://www.cidadedofutebol.com.br/universidade/web/site/index_area_administracao.asp?arq=artigo.asp&id_cont=949

"...Outro caso famoso de uso do conhecimento empírico como estratégia de marketing no Brasil foi a criação do caso mais famoso de "naming rights" da história do esporte no país. Em 1920, o Palestra Itália comprou da cervejaria Antarctica por 500 contos de réis o terreno de seu estádio, que até hoje é conhecido como Parque Antarctica (a diferença dessa realidade para os modernos acordos de naming rights é que o clube não recebeu nada por isso)."


http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A1dio_Palestra_It%C3%A1lia

No final do século XIX a Companhia Antarctica Paulista criou o Parque da Antarctica, um espaço de lazer de 300 mil metros quadrados para seus funcionários, próximo a fábrica, contendo uma vasta área verde (com um pequeno lago, coreto e bosques), parque infantil, restaurantes, choperia e áreas para a prática esportiva (incluindo pistas de atletismo, quadra de tênis e um dos primeiros campos de futebol da cidade). Com a chegada e expansão do futebol, esse espaço passou a ser cada vez mais requisitado e a empresa aproveitou a oportunidade ao alugar o campo de futebol para pequenos clubes da cidade no início do século XX.

Além de se tornar um dos principais campos para a prática do futebol, o parque era referência para uma série de eventos ao ar livre, como exibições de boxe e até corrida de automóveis. Em julho de 1908 sediou a primeira corrida automobilística disputada na América do Sul, o "Circuito de Itapecerica", que terminou com vitória do paulista Sílvio Penteado.

Em 3 de maio de 1902, o Mackenzie College venceu por 2 a 1 o Germânia (atual Esporte Clube Pinheiros) no Parque da Antarctica, dando início o primeiro campeonato oficial de futebol do Brasil, o Campeonato Paulista.

No início, o Germânia (clube de origem alemã) era o mandante do estádio. Entretanto, com o início da Primeira Guerra Mundial o Germânia diminuiu suas atividades sociais, e repassou seu contrato de locação ao América F.C., um clube paulistano (extinto) de pequena expressão. Com dificuldades financeiras, o América passou a sublocar alguns horários para outras equipes.

Foi assim que em 1917 o Palestra Itália passou mandar seus jogos no Parque da Antarctica. O contrato previa que o América utilizaria o campo nas terças, quintas, sábados, domingos e feriados na parte da manhã, enquanto o Palestra Itália utilizaria nos mesmos no período da tarde, tanto para treinos como para as partidas oficiais.

Em 1920, o Palestra Itália (com o apoio da Cia Matarazzo) efetuou a compra do campo de futebol e de grande parte do terreno do Parque da Antarctica, pelo valor total de 500 contos de réis (algo em torno de R$600.000,00), sendo 250 contos à vista, e outras duas parcelas anuais de 125 contos cada, além de um contráto perpétuo de venda dos produtos da Companhia Antarctica nas dependências do estádio.

Em cerca de 13 anos o clube investiu em grandes reformas - incluindo a reforma da arquibancada geral, ainda de madeira, e a construção de uma imponente tribuna social, reservada aos associados do clube - constrói grandes arquibancadas em concreto armado e em 13 de Agosto de 1933, na partida Palestra Itália 6 x 0 Bangu (tendo Gabardo assinalado o primeiro gol), pelo Torneio Rio-São Paulo, inaugura o "Stadium Palestra Itália": maior e mais moderno estádio de futebol do país (na época), com capacidade para 30 mil torcedores. Neste mesmo período, a sede social do clube foi transferida do centro da cidade para o entorno do estádio.

No dia 18 de Agosto de 1976, o Palmeiras conquistou seu 18º título Campeonato Paulista ao vencer o XV de Piracicaba por 1 a 0 na partida final, atingindo um público recorde de cerca de 40 mil pessoas (35.913 pagantes).
Edwin Nicolaas Asberg Comentário de Edwin Nicolaas Asberg em 6 janeiro 2009 às 13:24
O tradicionalismo é uma das principais barreiras para acordos de Naming Rights. Alguns dirigentes relutam em "vender" o nome de seu estádio/arena para uma empresa, preferindo um nome mais tradicional, que reflita a algum aspecto da equipe ou da sociedade em que esta está inserida.
Porém os valores que estão envolvidos numa negociação envolvendo um nome corporativo para o estádio/arena são muito altos.
Uma franquia da NFL (Liga de Futebol Americano dos EUA) estava com este impasse, mas acharam uma criativa solução. Sem um acordo de naming rights, estariam deixando de arrecadar 10 milhões de dólares.
Como solução eles dividiram esse valor em quarto partes iguais, vendendo os direitos de nome de cada um dos 4 portões do novo estádio pelo valor encontrado (US$ 2,5 mi).

FONTE: Enquire Business Coverage. http://www.enquirer.com/editions/1999/07/18/fin_browns_buck_trend_of.html

Esta notícia é um pouco velha (1999), mas achei interessante colocar neste espaço, pois como João Henrique Areias disse "outras dependências também podem receber marcas de empresas ou produtos".

Vejo os acordos de naming rights como uma ótima oportunidade para os clubes brasileiros financiarem a construção de novos estádios/arenas ou a reforma dos já existentes, aumentando o conforto, o número de espectadores por jogo e havendo, consequentemente, um crescimento na renda (ingressos, matchday, shows, etc).
Edwin Nicolaas Asberg Comentário de Edwin Nicolaas Asberg em 6 janeiro 2009 às 13:07
O estádio do Palmeiras também é conhecido como Parque Antárctica. Da onde sugriu este nome? Foi algum tipo de acordo de naming rights?
Joao Henrique Areias Comentário de Joao Henrique Areias em 6 janeiro 2009 às 7:14
Tema interessante para discussão e agregar informações. Os primeiros namings rights do Brasil foram o Kyocera Arena (estádio do Atlético-PR) e a Arena Petrobras (usada pelo Botafogo e Flamengo em 2005), cujo projeto completo, com relatório financeiro, pode ser visto no site http://www.arenapetrobras.com/ que decidi manter para servir como fonte de informações para projetos futuros. Lembrem-se, além do nome do estádio, outras dependências também podem receber marcas de empresas ou produtos. Tentamos vender, em 2004, o naming rights do Estádio da Cidadania em Volta Redonda para a LG. Teríamos Arena LG e os setores das arquibancadas levariam nomes dos produtos da empresa (notebooks, telefones, ar condicionado, TV, etc.). O fato do Flamengo não garantir voltar a jogar no estádio em 2005 desestimulou o investimento da empresa.
 

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Notas

Arena Petrobras


Em 2005, Flamengo e Botafogo ficaram sem casa pra jogar o Brasileirão.

Conheça o projeto, baixando o relatório que apresentamos ao final do campeonato no site da Arena Petrobras

Ago
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Criado por Joao Henrique Areias 10 Dez 2009 at 17:48. Atualizado pela última vez por Joao Henrique Areias 10. Dez, 2009.

Vila Velha FC - projeto de clube de futebol


Em 2002, Sávio tinha planos de criar um clube de futebol em Vila Velha (ES), sua cidade natal. Por várias razões o projeto não foi adiante, principalmente, porque a prefeitura não conseguiu disponibilizar um terreno adequado.

O projeto esportivo e o plano comercial do
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Criado por Joao Henrique Areias 4 Dez 2009 at 18:55. Atualizado pela última vez por Joao Henrique Areias 4. Dez, 2009.

 

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