Em um cenário de crise mundial, andar com as próprias pernas pode significar conseguir ficar de pé. Ao contrário dos clubes europeus, os brasileiros dependem basicamente da venda de jogadores para fechar as contas no final do ano. Sempre foi assim, mas não precisa ser.
Mais que não precisar, está ficando cada dia mais impossível fazer as contas baterem no final do ano. Isso porque grupos de investimentos “descobriram” que conseguem ganhar dinheiro mais rápido e em maior quantidade que os clubes (com os jogadores que os próprios clubes revelaram). Assim, os clubes vendem sim seus jogadores, mas só ficam com migalhas da dinheirama toda.
Como conseqüência: O nível do futebol brasileiro cai, as arquibancadas ficam mais vazias a cada jogo e os torcedores passam a acompanhar mais os jogos europeus que os brasileiros e os da seleção canarinha.
Os clubes brasileiros têm capacidade e potencial suficiente para se tornarem auto suficientes. Duvida? Oras... Vejamos exemplos como Flamengo e Corinthians, que recebem da Nike perto de R$ 15 milhões por ano. Pode parecer um valor alto, mas é pífio, se compararmos com os clientes potenciais que eles têm (sim, clientes!!!).
Em uma estimativa simples, qualquer um desses times consegue vender com um pé nas costas 1 milhão de camisas oficiais por ano. Com preços acessíveis, claro. A R$ 40,00 por camisa, então, o clube teria um faturamento de R$ 40 milhões, quase o triplo do que recebe da Nike. Junte a isso camisetas, bolsas, bonés, canecas, bonecos, chaveiros, e outras infinitas possibilidades. Um departamento sério de marketing pode colocar isso em prática.
Sem depender de venda de jogadores e com receitas otimizadas vindas de venda de artigos vinculados aos clubes, venda de ingressos, eles podem se livrar da corrente amarrada em seus pés. Do contrário, o futuro é afundar. Independência ou Morte!
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