Hoje, o Jornal O Globo, traz um excelente artigo sobre o custo das medalhas e os problemas do esporte brasileiro.
Infelizmente, não consegui copiar a matéria e recomendo a leitura. De qualquer forma, no link a seguir, vocês poderão ver um infográfico, com o título
Quais os países mais eficientes nas últimas Olimpíadas?
http://oglobo.globo.com/infograficos/olimpiadas-2012-eficiencia/
Tomei a liberdade de enviar um email aos autores da matéria que aqui reproduzo:
Meus caros, parabéns pela excelente matéria deste domingo, que expõe com clareza as mazelas do nosso esporte.
Em 2009, tive a oportunidade de presenciar esta realidade mais de perto, como VP de Esportes Olímpicos do Flamengo. Em plena crise financeira, o presidente Márcio Braga e depois o VP Delair Dumbrosk, vieram à público afirmar que o Flamengo não tinha mais condições de financiar o esporte olímpico.
Substituí a então VP de Esportes Olímpicos, Patrícia Amorim, com a missão de captar recursos, para tentar dar sobrevida às modalidades olímpicas do clube.
Na época constatei que sem um modelo de gestão profissional e autonomia, seria difícil atingir este objetivo. Com 9 estudantes do meu curso de gestão e marketing esportivo, trabalhando em tempo integral, voluntariamente, conseguimos, no primeiro semestre de 2009, pagar os 4 meses de salários atrasados do time de basquete, e colocar em dia. Fomos campeões sul americanos e bi-campeões brasileiros, na final contra o Brasília, que proporcionou recorde de público e renda no basquete brasileiro, jogando no HSBC arena. Para a ginástica olímpica, conseguimos apoio da prefeitura de Niterói, que não foi adiante por desacordo dos agentes dos atletas rubro negros.
A verdade é que para manter os salários, despesas de viagens, estadias e manutenção das instalações de treinamento dos atletas, principalmente ginástica olímpica, dependíamos da receita das escolinhas. Nenhum centavo vinha do governo, COB, confederação ou federação estadual. Patrocínio era praticamente inviável, porque a visibilidade da ginástica acontece nos eventos da seleção. Tentei um acordo junto à confederação, cuja patrocinadora é a Caixa, que dessem um espaço nos uniformes para o patrocinador do clube e em contrapartida, colocaríamos a Caixa nos uniformes do clube. Sem sucesso. Também tentamos viabilizar corridas de rua, junto à prefeitura, com a receita revertida para o esporte olímpico. Também não conseguimos autorização, embora o Rio seja o paraíso das empresas organizadoras destas corridas.
Não quero deixar de lado a falta de profissionalismo do clube. Por isto, além de uma melhor distribuição que chegue à base, como vocês mencionam no artigo, é necessário buscar a profissionalização dos dirigentes. Em todos os esportes, abrangendo clubes, federações e confederações. Para isto não é preciso banir os dirigentes amadores, mas sim deixá-los apenas no nível estratégico das entidades, planejando o futuro das modalidades, e deixar o nível operacional para dirigentes profissionais com maior responsabilidade.
Finalmente, acho que o governo deveria exigir este profissionalismo no trato com a verba pública, sob pena de termos uma nova relação custo x benefício ainda pior em 2016.
Saudações esportivas,
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João Henrique Areias
Fone : +55 47 4054.9499 (21) 8144.9000 - skype: sportlink2012
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